Silimarina (Cardo Mariano)
Flavonolignan do cardo mariano com potente hepatoproteção. Regenera hepatócitos e inibe toxinas hepáticas.
Resumo rápido
Quantidade
60 caps
Frequência
Diário
Como costuma ser usado
Uso oral de 140 mg a 420 mg/dia de silimarina padronizada (70–80% de flavonolignanas), dividida em 3 tomadas de 140 mg junto às refeições. Durante ciclos de esteroides orais ou uso de outros hepatotóxicos, utilizar 420 mg/dia por toda a duração do ciclo + 4 semanas de pós-ciclo. Para hepatoproteção preventiva em uso crônico de medicamentos hepatotóxicos (ex: paracetamol, estatinas), 280 mg/dia em 2 doses é suficiente. Em casos de hepatite crônica ou esteatose, ciclos de 12-24 semanas com reavaliação laboratorial são recomendados.
Como funciona
A silimarina é uma mistura de flavonolignanas extraída de Silybum marianum, composta principalmente por silibinina (siligina A e B), silicristina e silidianina. Seu principal mecanismo hepatoprotetor envolve a inibição competitiva da ligação de toxinas hepáticas (como amatoxinas de cogumelos e etanol) a receptores de membrana dos hepatócitos, bloqueando a entrada de compostos hepatotóxicos via transportadores OATP1B1 e OATP1B3. Adicionalmente, a silibinina atua como potente antioxidante ao neutralizar radicais livres (ROS) e quelatar íons de ferro livre, além de ativar o fator de transcrição Nrf2, que upregula enzimas de fase II (glutationa-S-transferase, heme-oxigenase-1), estimulando síntese de glutationa e promovendo regeneração hepatocelular via ativação de RNA-polimerase I e síntese proteica ribossomal.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Potente hepatoproteção contra hepatotóxicos químicos, farmacológicos (esteroides orais, paracetamol) e biológicos (amatoxinas)
- Estimula a regeneração de hepatócitos danificados por ativação direta da síntese proteica via RNA-polimerase I
- Reduz marcadores de inflamação hepática (ALT, AST, GGT) em hepatites crônicas e lesões induzidas por drogas
- Ativa via Nrf2, elevando glutationa intra-hepática e aumentando capacidade antioxidante celular endógena
- Exerce efeito antifibrótico ao inibir a ativação de células estreladas hepáticas (HSC) e reduzir deposição de colágeno tipo I
- Apresenta propriedades anti-inflamatórias sistêmicas por inibição de NF-κB e redução de TNF-α e IL-6
- Demonstra efeito hipoglicemiante leve por melhora da sensibilidade insulínica hepática (redução da resistência via IRS-1)
- Pode exercer efeito antitumoral auxiliar por indução de apoptose em células hepáticas neoplásicas via caspase-3
Riscos e efeitos colaterais
- Pode causar efeito laxativo leve ou diarreia em doses acima de 420 mg/dia, especialmente no início do uso
- Interação farmacocinética relevante com medicamentos metabolizados pelo CYP3A4 e CYP2C9, podendo alterar níveis plasmáticos (ex: estatinas, anticoagulantes, imunossupressores)
- Embora raro, podem ocorrer reações alérgicas em pacientes com hipersensibilidade à família Asteraceae (crisântemos, camomila)
- Efeito estrogênico leve relatado in vitro — uso prolongado em doses altas deve ser monitorado em pacientes com histórico de tumores hormônio-dependentes
- Em pacientes com diabetes em uso de hipoglicemiantes, a redução adicional de glicemia pode aumentar risco de hipoglicemia
- Não há estudos de segurança robustos em gestantes e lactantes
- evitar uso nessas populações sem orientação médica
Notas importantes
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