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  • Resumo rápido
  • Reconstituição e dose
  • Passos de reconstituição
  • Materiais necessários
  • Como funciona
  • Como é usado
  • Protocolo de dosagem
  • Benefícios e riscos
  • Linha do tempo
  • Técnica de aplicação
  • Armazenamento
  • Notas importantes
  • Combinações
  • Relacionados
  • Referências
Guia de Peptídeos/HMG
Hormonal

HMG

Gonadotrofina menopáusica humana contendo FSH e LH em proporção 1:1. Estimula desenvolvimento folicular em mulheres e espermatogênese em homens.

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Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.

Resumo rápido

Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI

Frasco

75 UI

Via

Subcutânea

Armazenamento

Refrigerar 2–8°C

Reconstituição e cálculo de dose

Os valores partem do que você informar — nada é prescrito

Dados do frasco

Passos de reconstituição

  1. 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
  2. 2Aspire 2 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
  3. 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
  4. 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
  5. 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).

Materiais necessários

  • Frasco de HMG (75 UI)
  • água bacteriostática estéril
  • Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
  • Seringa de insulina U-100 para medir a dose
  • Swabs de álcool 70%
  • Recipiente para descarte de perfurocortantes

Como funciona

A HMG (Gonadotrofina Menopáusica Humana) contém FSH e LH em proporção equimolar (1:1), atuando diretamente sobre receptores gonadotróficos específicos: o FSH se liga ao receptor FSHR nas células de Sertoli (homens) e células da granulosa (mulheres), ativando a via AMPc/PKA para estimular a espermatogênese e o desenvolvimento folicular; o LH se liga ao receptor LHCGR nas células de Leydig, promovendo a esteroidogênese via aumento da expressão de StAR e CYP11A1, elevando a produção endógena de testosterona intratesticular. Diferentemente do HCG — que atua exclusivamente via receptor LH/CG — a HMG oferece estimulação dual e fisiologicamente mais completa do eixo gonadal, sendo especialmente relevante em casos de hipogonadismo hipogonadotrófico onde a espermatogênese está comprometida pela ausência de FSH endógeno.

Como costuma ser usado

Dose habitual

75–150 UI · 2–3x/semana

Timing

2–3x/semana

Combo ideal

HCG

›Alternativa ao HCG com componente FSH adicional. Indicado em protocolos de fertilidade.

Protocolo de dosagem

Iniciante → Intermediário → Avançado

NívelDoseFrequênciaVia
Iniciante75 UI2–3x/semanaSC ou IM
Intermediário75–150 UI2–3x/semanaSC
Avançado150 UI2–3x/semanaSC
Iniciante: 2–3x/semana · SC ou IMProtocolo de fertilidade — supervisão médica
Intermediário: 2–3x/semana · SCCombinar com HCG para cobertura FSH + LH
Avançado: 2–3x/semana · SCAlternativa ao HCG com componente FSH — protocolos de fertilidade

Iniciante:Protocolo de fertilidade — supervisão médica

Intermediário:Combinar com HCG para cobertura FSH + LH

Avançado:Alternativa ao HCG com componente FSH — protocolos de fertilidade

Ciclo: Conforme protocolo de fertilidade

›Alternativa ao HCG com componente FSH adicional. Indicado em protocolos de fertilidade onde a estimulação FSH é necessária além do LH. Combinar com HCG para cobertura completa do eixo gonadotrófico.

Benefícios e riscos

Benefícios relatados

  • Restauração da espermatogênese em homens com hipogonadismo hipogonadotrófico, incluindo casos refratários ao HCG isolado
  • Elevação da testosterona intratesticular de forma mais fisiológica pela ação combinada FSH+LH nas gônadas
  • Componente FSH exclusivo que estimula as células de Sertoli e melhora a qualidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides
  • Indução da ovulação e desenvolvimento folicular controlado em mulheres em protocolos de reprodução assistida
  • Alternativa eficaz ao HCG em homens que não respondem adequadamente à monoterapia com gonadotrofina coriônica
  • Preservação ou restauração da fertilidade masculina em usuários de TRT ou ciclos anabolizantes que suprimiram o eixo HPG
  • Manutenção do volume testicular e prevenção de atrofia gonadal durante terapias hormonais supressoras

Riscos e efeitos colaterais

  • Síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO) em mulheres — risco dose-dependente, podendo causar ascite, tromboembolismo e complicações graves sem monitoramento ultrassonográfico adequado
  • Ginecomastia e retenção hídrica em homens por conversão periférica de testosterona elevada em estradiol, especialmente em doses acima de 150 UI/dia
  • Formação de anticorpos anti-gonadotrofina com uso prolongado, reduzindo progressivamente a eficácia do tratamento
  • Dor, eritema e nódulos no local de injeção subcutânea ou intramuscular, especialmente com aplicações frequentes no mesmo sítio
  • Gravidez múltipla (gemelaridade) em mulheres submetidas a protocolos de estimulação ovariana sem monitoramento adequado
  • Desequilíbrio hormonal com elevação excessiva de estradiol e retroalimentação negativa residual sobre o eixo HPG
  • Necessidade de monitoramento laboratorial frequente (FSH, LH, testosterona, estradiol e espermograma) para ajuste seguro de protocolo

Linha do tempo esperada

Dias 1-7: início da estimulação gonadal com elevação gradual de testosterona intratesticular e ativação das células de Sertoli → Sem 2-4: melhora perceptível no volume testicular e aumento nos níveis séricos de testosterona e inibina B → Sem 4-6: primeiros sinais de retomada da espermatogênese evidenciados em espermograma (aumento de células precursoras e contagem total) → Sem 8-12: melhora significativa em contagem, motilidade e morfologia espermática, com efeito pleno da estimulação FSH+LH → Sem 12-24: restauração funcional mais completa da espermatogênese em casos de hipogonadismo prolongado → Off/Manutenção: reavaliação hormonal e de espermograma a cada 8-12 semanas para ajuste de dose ou transição para protocolo de manutenção

Técnica de aplicação

Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.

Armazenamento

  • Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
  • Respeite a validade do composto após a reconstituição.
  • Frasco lacrado (liofilizado): mantenha congelado/refrigerado conforme indicado.
  • Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.

Notas importantes

Cada frasco de 75 UI deve ser reconstituído com 1 mL de água bacteriostática; usando seringa de insulina de 1 mL (100 UI), cada 0,1 mL corresponde a 7,5 UI — para dose de 75 UI aplica-se 1 mL completo, e para 37,5 UI aplica-se 0,5 mL. A aplicação deve ser rotacionada entre sítios subcutâneos (abdômen, coxa) ou intramuscular (deltoide, vasto lateral) para minimizar irritação local. Monitoramento de estradiol é essencial em homens para prevenir ginecomastia; caso E2 esteja elevado, considerar anastrozol em dose baixa (0,25–0,5 mg 2x/semana). Após reconstituição, conservar refrigerado entre 2–8°C e utilizar em até 28 dias.

Combinações

Combinações populares

  • HCG (sinergia LH+FSH mais completa — HCG cobre receptor LH/CG de forma potente enquanto HMG adiciona FSH para estimulação das células de Sertoli, otimizando espermatogênese e testosterona intratesticular)
  • Testosterona Enantato/Cipionato em TRT (HMG previne a supressão da espermatogênese e atrofia testicular induzida pela TRT ao manter estimulação gonadotrófica endógena)
  • Clomifeno ou Enclomifeno (protocolo de restauração do eixo HPG — SERMs aumentam LH/FSH endógenos enquanto HMG oferece suporte gonadotrófico exógeno direto)
  • Anastrozol (controle de estradiol — a elevação de testosterona induzida pela HMG aumenta aromatização periférica
  • inibidor de aromatase previne ginecomastia e retenção hídrica)
  • Vitamina D3 + Zinco (suporte à esteroidogênese e à função das células de Leydig, potencializando a resposta testicular à estimulação por LH/FSH exógenos)

Suplementos complementares

  • Zinco (cofator essencial para a atividade da testosterona sintase e função das células de Leydig), Vitamina D3 (modulador da espermatogênese e esteroidogênese, receptor VDR expresso nos testículos), Coenzima Q10 (melhora a bioenergética mitocondrial dos espermatozoides e qualidade seminal), Ácido Fólico (reduz fragmentação de DNA espermático e melhora morfologia), Selênio (antioxidante testicular que protege espermatozoides do estresse oxidativo), Ômega-3 EPA/DHA (suporte à fluidez de membrana espermática e redução de inflamação sistêmica)

Relacionados

G10K→Gonadorelin→HCG→KissPeptin-10→

Referências

  1. 1Li J, et al. Human menopausal gonadotropin (HMG) combined different doses of letrozole for treating anovulatory infertility in patients with polycystic ovary syndrome: a randomized controlled trial. J Assist Reprod Genet. 2025. DOI ↗
  2. 2Deeks ED. Highly Purified Human Menopausal Gonadotropin (Menopur): A Profile of Its Use in Infertility. Clin Drug Investig. 2018. DOI ↗
  3. 3Levi Setti PE, et al. Human recombinant follicle stimulating hormone (rFSH) compared to urinary human menopausal gonadotropin (HMG) for ovarian stimulation in assisted reproduction: a literature review and cost evaluation. J Endocrinol Invest. 2014. DOI ↗
  4. 4Daya S. WITHDRAWN: Follicle-stimulating hormone and human menopausal gonadotropin for ovarian stimulation in assisted reproduction cycles. Cochrane Database Syst Rev. 1996. DOI ↗
  5. 5Wang Y, et al. Comparison of the combination of recombinant follicle-stimulating hormone and recombinant luteinizing hormone protocol versus human menopausal gonadotropin protocol in controlled ovarian stimulation: A systematic review and meta-analysis. J Evid Based Med. 2020. DOI ↗
  6. Buscar mais artigos no PubMed ↗

Artigos obtidos do PubMed (NCBI). Os links levam ao DOI ou à ficha no PubMed.

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