Cartalax
Tripeptídeo bioregulador sintético (Ala-Glu-Asp; sequência 'AED') desenvolvido por Khavinson, com estrutura relacionada à cadeia alfa-1 do colágeno e estudado por seus efeitos em tecidos conjuntivos e vasculares.
Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.
Resumo rápido
Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI
Frasco
20 mg
Dose comum
2 mg
Frequência
Diário
Via
Subcutânea
Concentração
10 mg/mL
Validade reconst.
30 dias
Armazenamento
Refrigerar 2–8°C
Reconstituição e cálculo de dose
Os valores partem do que você informar — nada é prescrito
Dados do frasco
Passos de reconstituição
- 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
- 2Aspire 2 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
- 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
- 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
- 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).
Materiais necessários
- Frasco de Cartalax (20 mg)
- água bacteriostática estéril
- Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
- Seringa de insulina U-100 para medir a dose
- Swabs de álcool 70%
- Recipiente para descarte de perfurocortantes
Como funciona
O Cartalax (Ala-Glu-Asp) é um tripeptídeo bioregulador sintético que atua como ligante epigenético ao DNA, intercalando-se em regiões promotoras de genes associados à proliferação celular e sobrevivência em fibroblastos e células do tecido conjuntivo vascular. Em nível molecular, upregula a expressão de sirtuínas (SIRT-1 e SIRT-6), deacetilases dependentes de NAD+ que suprimem vias pró-senescência, enquanto simultaneamente reduz a expressão de p53 e caspase-3, diminuindo a taxa apoptótica basal em células envelhecidas. Adicionalmente, inibe a metaloproteinase MMP-9 — principal enzima responsável pela degradação de colágeno tipo IV e fibronectina — preservando a integridade da matriz extracelular e favorecendo a remodelação tecidual em cartilagens e paredes vasculares.
Como costuma ser usado
Dose habitual
2–5 mg · 1x/dia
Timing
Manhã · em jejum
Ciclo
8–12 semanas · repetível 1–2x/ano
Combo ideal
Epithalon
›Via subcutânea (SC), com seringa de insulina de 0,5 mL ou 1 mL. Protocolo padrão de 12 semanas: semanas 1-2 a 2 mg/dia, semanas 3-4 a 3 mg/dia, semanas 5-8 a 4 mg/dia e semanas 9-12 a 5 mg/dia, sempre em injeção única matinal ou pós-treino. Ciclos repetíveis 1-2 vezes por ano com intervalo mínimo de 90 dias entre ciclos. Contextos de uso em pesquisa incluem suporte à saúde articular, recuperação de tecido conjuntivo, protocolos de longevidade e vasopreteção em indivíduos com marcadores elevados de degradação de MEC.
Protocolo de dosagem
Iniciante → Intermediário → Avançado
| Nível | Dose | Frequência | Via |
|---|---|---|---|
| Iniciante | 2 mg | 1x/dia · manhã · em jejum | SC |
| Intermediário | 3–4 mg | 1x/dia · manhã · em jejum | SC |
| Avançado | 5 mg | 1x/dia · manhã · em jejum | SC |
Iniciante:Avaliar resposta em cartilagem e articulações
Intermediário:Combinar com Epithalon para efeito anti-aging amplo
Avançado:Repetir 1–2x/ano conforme protocolo Khavinson
›Biorregulador de cartilagem do grupo Khavinson. Indicado para osteoartrite, recuperação articular e anti-aging estrutural. Combinar com Epithalon para protocolos anti-aging abrangentes.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Estímulo à proliferação e viabilidade de fibroblastos via upregulação de Ki-67 e inibição de apoptose
- Redução de marcadores de senescência celular (p21, p53) em tecidos conjuntivos envelhecidos
- Inibição de MMP-9, preservando colágeno tipo IV e fibronectina da degradação enzimática
- Suporte à homeostase da matriz extracelular em cartilagem articular e tecido periarticular
- Potencial vasoprotector por modulação de células endoteliais e musculares lisas vasculares
- Upregulação de SIRT-1/SIRT-6 com impacto positivo sobre resiliência metabólica e longevidade celular
- Possível atenuação de processos inflamatórios crônicos de baixo grau em tecido conjuntivo
- Potencial suporte à regeneração tecidual após microlesões em tendões e ligamentos
Riscos e efeitos colaterais
- Toda a evidência disponível é pré-clínica (estudos in vitro e em modelos animais)
- ausência completa de ensaios clínicos randomizados em humanos limita qualquer extrapolação de eficácia e segurança
- Reações locais no sítio de injeção subcutânea (eritema, edema, desconforto leve) relatadas em modelos experimentais e usuários de pesquisa
- Perfil farmacocinético humano (meia-vida plasmática, biodisponibilidade, metabolização) não formalmente estabelecido
- Potencial interação com vias de sinalização TGF-β e Wnt em tecidos com remodelação ativa, cujas consequências clínicas são desconhecidas em longo prazo
- Risco teórico de estimulação proliferativa desregulada em contextos de pré-disposição oncológica, dado o perfil anti-apoptótico do peptídeo
- Qualidade e pureza variáveis entre fornecedores de peptídeos sintéticos para pesquisa, aumentando risco de contaminantes ou sequências incorretas
- Ausência de dados sobre segurança em uso prolongado (>12 semanas) ou repetição de múltiplos ciclos anuais
Linha do tempo esperada
Dias 1-14 (Fase de Adaptação): 2 mg/dia SC — avaliação de tolerância local, ausência de reações adversas sistêmicas → Sem 3-4 (Escalonamento inicial): 3 mg/dia SC — primeiros sinais subjetivos de melhora em mobilidade articular ou recuperação tecidual podem surgir → Sem 5-8 (Dose intermediária): 4 mg/dia SC — efeitos de modulação da MEC mais evidentes; remodelação de fibroblastos em progressão → Sem 9-12 (Dose plena): 5 mg/dia SC — pico do efeito bioregulador; avaliação de marcadores funcionais (amplitude de movimento, recuperação pós-treino) → Semanas 13-16 (Off-cycle): suspensão gradual ou abrupta; efeitos de remodelação acumulativos persistem por 4-8 semanas após término → Meses 4-6 (Intervalo inter-ciclo): monitoramento de marcadores de saúde tecidual; novo ciclo possível após 90 dias de pausa
Técnica de aplicação
Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.
Armazenamento
- Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
- Use em até 30 dias após a reconstituição.
- Frasco lacrado (liofilizado): válido por cerca de 730 dias quando bem armazenado.
- Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.
Notas importantes
Combinações
Combinações populares
- BPC-157 (sinergia na regeneração de tecido conjuntivo e colágeno
- BPC-157 atua em vias de crescimento local enquanto Cartalax modula MEC sistemicamente)
- TB-500/Thymosin Beta-4 (complementaridade na remodelação de actina e migração celular, potencializando recuperação de tendões e ligamentos)
- Epithalon (combinação gerontoprotetora clássica da escola de Khavinson
- Epithalon atua em telômeros/telomerase enquanto Cartalax reduz senescência fibroblástica)
- GHK-Cu (sinergia na estimulação de síntese de colágeno e modulação de MMP
- GHK-Cu promove síntese enquanto Cartalax inibe degradação)
- Selank ou Semax (suporte neurotrópico e anti-inflamatório sistêmico complementar ao efeito tecidual periférico do Cartalax)
Suplementos complementares
- Vitamina C (cofator essencial para hidroxilação do colágeno e síntese de prolina/lisina), Magnésio quelado (suporte à função de fibroblastos e integridade da MEC), Colágeno hidrolisado tipo I e II (substrato aminoacídico direto para remodelação tecidual), Glucosamina + Condroitina (suporte estrutural à cartilagem articular em sinergia com efeitos de Cartalax), Zinco bisglicinato (cofator de metaloproteinases e regulação de expressão gênica em tecido conjuntivo), Ômega-3 EPA/DHA (modulação anti-inflamatória da MEC e suporte à fluidez de membranas de fibroblastos)
Relacionados
Referências
- 1Sokolova IB, Ryzhak GA, Mel'nikova NN, et al. Effects of Vascular Peptide Bioregulator on the Density of Microvascular Network in the Brain Cortex of Aged Rats Bull Exp Biol Med. 2016. DOI ↗
- 2Sokolova IB, Sergeev IV, Ryzhak GA, et al. [Effects of vascular peptide bioregulator on cerebral microcirculation of old hypertensive rats] Adv Gerontol. 2017. PubMed ↗
- 3Khavinson VKh, Lin'kova NS, Evlashkina EV, et al. Molecular aspects of anti-atherosclerotic effects of short peptides Bull Exp Biol Med. 2014. DOI ↗
- 4Kozlov KL, Bolotov II, Linkova NS, et al. [Molecular aspects of vasoprotective peptide KED activity during atherosclerosis and restenosis] Adv Gerontol. 2016. PubMed ↗
- 5Kuznik BI, Ryzhak GA, Khavinson VK [Polypeptide vessel complex and its role in physiology function regulation in aging pathology] Adv Gerontol. 2019. PubMed ↗
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Artigos obtidos do PubMed (NCBI). Os links levam ao DOI ou à ficha no PubMed.
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